
Após 3 anos de queda na taxa de desmatamento, estudos oficiais feitos na floresta amazônica impressionam governo, atingindo no último semestre do ano passado 3,2 mil hectares. O presidente Lula convocou uma reunião de emergência com ministros e orgãos que pudessem encontrar uma solução.
Entre eles estavam os ministros da agricultura e do meio ambiente, que tem opniões bem diferentes sobre o assunto. Marina silva, ministra do meio ambiente alega que o desmatamento teria aumentado nos três estados que tem uma forte atividade agrícola e pecuaria, Reinhold Stephanes, ministro da agricultura se defende afirmando que a quatro anos não há aumento na área de produção de soja. O presidente não deu atenção as afirmações e recomendou, "não é hora de acusar ninguém".
O governo quer a ajuda dos governadores dos estados do Pará, Mato Grosso e Rondônia. 36 municípios destes estados estão na lista negra do governo por serem responsáveis por 50% da desvastação na amazônia. Eles terão de ser monitorados. Gilberto Camara, diretor-geral do INPE (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) afirma que se a sociedade Brasileira e o governo tomarem as medidas necessárias, ainda este ano conseguiremos uma taxa de desmatamento baixa novamente. Nos 36 municípios listados está proibida a autorização de qualquer novo desmatamento e quem comprar produtos de derrubadas ilegais será co-responsabilizado. O que ainda não foi decidido é se a punição será com multa ou com a prisão.
800 agentes da policia federal vão atuar na Amazônia, eles terão 13 novos postos de trabalho e vão começar uma série de ações a partir do dia 21 de fevereiro. Luiz Fernando Correa, diretor-geral da policia federal afirmou que eles atuarão em "áreas estratégicas, com apoio aéreo e com um serviço de inteligência trabalhando constantemente" e o mais importante, com a ajuda do governo.
